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Lucro ou prejuízo? Tenha o controle da sua marcenaria

No caderno, em tabela no Excel, aplicativo de celular ou em programas de gestão financeira. Não importa o método, todas as anotações de despesas e vendas da sua marcenaria devem estar registradas. Isso vale para despesas administrativas e de produção. Afinal, para cobrar um preço justo e ter lucro, você precisa saber qual é o seu custo real.

Definir o valor correto do projeto e obter lucro é uma das difíceis tarefas do empresário. Em geral, muitos consideram apenas o custo de compra da matéria-prima e estimam valores “aproximados” para outros gastos. Isso é um erro! Despesas como deslocamento até o cliente ou material de apresentação, das tarifas de energia, água e telefone, assim como impostos e taxas, entre muitos outros detalhes, devem ser corretamente calculados.

Junto com a eficiência na produção, essa análise permite vislumbrar um cenário de lucratividade em cada móvel produzido. Por isso, esse acompanhamento deve ser feito a cada novo projeto executado. Ainda de acordo com o Sebrae, para definir o preço a ser cobrado é imprescindível conhecer as práticas da concorrência, saber os desejos dos consumidores e as tendências do mercado.

 

Como fazer o cálculo correto de formação de preço na marcenaria; a Berneck explica

 

Como fazer o cálculo correto

Segundo o Manual Comece Certo, do Sebrae, é preciso identificar quanto cada venda contribui para o pagamento de custos e despesas, que irão ajudar a formar o lucro. Assim, para ilustrar esse caso, vamos considerar quatro “gavetas” e como distribuir os recursos entre elas.

GAVETA 1 – Identificada como Custo Variável. São os custos com matérias-primas, máquinas e ferramentas para produzir o móvel. O valor deve ser exatamente o que sua empresa gastará na aquisição dos produtos. Saber qual o custo de cada produto – painéis de MDF, MDP, HDF, dobradiças e outras ferragens – é uma obrigação do marceneiro. Neste quesito entram ainda as despesas com deslocamento para montagem e o valor da sua hora de trabalho envolvida na produção e montagem.

GAVETA 2 – Identificada como Projeto e Despesas Comerciais.  Neste quesito entram as despesas com impostos, taxas de cartão, custos de boletos, comissões de outros funcionários ou serviços terceirizados. É tudo o que você “gasta” para poder comercializar seu produto, incluindo divulgação com propaganda. Lembre-se, que esses valores podem variar conforme cada projeto e tipo de móvel fabricado. Peça ao contador para te auxiliar com esses valores, caso tenha dúvidas.

GAVETA 3 – Identificada como Estrutura da Empresa e Despesas Fixas. São contas como aluguel, contador, luz, água, telefone, entre outros. É importante lembrar que algumas dessas despesas são apuradas num certo período de tempo, mês ou ano, a exemplo do IPTU e seguro, e outras podem apresentar variação mês a mês, como salários e luz. O pró-labore do(s) sócio(s) – remuneração mensal – também deve ser considerado aqui.

GAVETA 4 – Identificada como Lucro. Não deve ser confundido com faturamento. Esse valor corresponde a “sobra” de recursos após todos os pagamentos efetuados. Os especialistas dizem “sobra” porque, se algo der errado, a primeira gaveta a ficar vazia é esta.

 

Definir o valor correto do projeto e obter lucro é uma das difíceis tarefas do empresário da marcenaria

 

Capital de giro na marcenaria

Outro ponto comum na gestão financeira é desconsiderar os recursos para o capital de giro da marcenaria. Há quem se assuste, por imaginar que não é possível acumular reservas que permitam financiar o negócio. No entanto, com planejamento e um pouco de disciplina, dá para, pelo menos, diminuir a dependência de empréstimos e financiamentos bancários. Muitas empresas quebram justamente pela falta de capital de giro. Assim, é importante considerar que dentro da margem de lucro, haja uma destinação de recursos para essa “poupança”.

O capital de giro também é essencial para fábricas que trabalham com financiamento aos clientes (nas vendas a prazo). Ou ainda para compras de estoques, pagamento aos fornecedores, colaboradores e de impostos programados. Veja detalhes e saiba como funciona essa análise na página do Sebrae – clique aqui.

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